(pre)ocupação

Pensar no IRS e na segurança social dá-me uma dor aguda no peito apenas superada pela intensa dor de burro que tenho sempre que o meu corpo detecta que está a caminho do ginásio.
Os números brutos são tão bonitos. Grandes, cheios de potencial, capazes de aquisições decentes. Os números magros são anoréticos. Esvaziados depois do vómito mensal destinado aos magalhães e cheques-dentista distribuídos às criancinhas de cérebros demasiado leves que não lavam os dentes. 

Oxalá que quando chegue a minha altura, já cá esteja a anarquia para o meu cheque vir pesadão.